CHICO BUARQUE
( 19/06/1944 )

Chico Buarque é escritor, músico e dramaturgo
Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque,
Compositor. Cantor. Escritor.

 

Filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda e de Maria Amélia Buarque de Hollanda. Em 1946, aos dois anos de idade, mudou-se com sua família para São Paulo. Por ter nascido em uma família de intelectuais, afirmava que "as paredes lá de casa viviam cobertas de livros". Desde cedo conviveu com diversos artistas, amigos de seus pais e da irmã Heloísa, entre os quais, João Gilberto, Vinicius de Moraes, Baden Powell, Tom Jobim, Alaíde Costa e Oscar Castro Neves. Em 1952, mudou-se com sua família para Roma onde o pai foi lecionar. Na capital italiana eram comuns os serões familiares em que sua mãe ou seu pai acompanhavam ao piano o diplomata Vinicius de Moraes, que cantava os sambas da época. Dois anos depois retornou ao Brasil, indo estudar no Colégio Santa Cruz, em São Paulo. Leu muito durante a adolescência, desde os grandes escritores russos como Dostoievski e Tostoi, franceses, como Céline, Balzac, Zola e Roger Martin, aos brasileiros, como Guimarães Rosa, João Cabral, José Lins do Rego, Machado de Assis, Carlos Drummond de Andrade e Graciliano Ramos. Aprendeu a tocar de ouvido, recebendo, da irmã Heloísa, as primeiras noções de violão. Convivendo com os amigos da irmã, que estavam iniciando a bossa nova, sofreu grande influência desse estilo, principalmente de João Gilberto, a quem procurava imitar. Ouvia muito no rádio as músicas de Ataulfo Alves, Ismael Silva, Noel Rosa e outros, além de chorinhos, sambas, marchas, modinhas, baiões e serestas. No Colégio Santa Cruz começou a envolver-se com o movimento estudantil e com organizações como a OAF (Organização de Auxílio Fraterno), que realizava campanhas para arrecadar agasalhos e alimentos para mendigos. Ainda durante o curso científico no Colégio Santa Cruz, começou a destacar-se entre os colegas pelo amor ao futebol, pelas crônicas, chamadas de "Verbâmidas", que escrevia para o jornalzinho da escola, e pela participação constante nas batucadas que ocorrriam no ambiente escolar. Por essa época, escreveu suas primeiras composições, "Canção dos olhos" e "Anjinho". Ainda no Colégio Santa Cruz, pisou num palco, pela primeira vez, num espetáculo no qual cantou a "Marcha para um dia de sol", de sua autoria. Em 1961, foi preso juntamente com um amigo, por "puxar" um carro para dar umas voltas, ocasião em que foi proibido pelos pais de sair à noite antes de completar 18 anos. Dois anos depois, ingressou na FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), na qual somente ficaria até o 3º ano. Já no 2º ano da faculdade, tornou-se amigo de Francisco Maranhão e de outros adeptos das batucadas. Criou com alguns colegas o Sambafo, que se reunia após as aulas para cantar e batucar no grêmio escolar ou então no Quitanda, boteco da Rua Dr. Vila Nova. Em 1966, conheceu a atriz Marieta Severo com quem se casou pouco tempo depois e com quem teve três filhas. O casal veio a separar-se em meados dos anos 90, após mais de trinta anos de convivência, mantendo, contudo, assídua convivência.
 

 

Antes da música

Chico Buarque chegou a ingressar no curso de Arquitetura da Universidade de São Paulo (FAU), em 1963, mas saiu dois anos depois. A partir daí, dedicou-se à carreira artística. Foi nessa época que lançou Sonho de Carnaval, inscrita no I Festival Nacional de Música Popular Brasileira, além de Pedro Pedreiro.
A face lírica do cantor começou a ser descoberta em 1966, com a composição de músicas como Ela e sua Janela. Ao longo da carreira, o samba e a MPB também seriam estilos amplamente explorados.
Além de adaptar canções para peças infantis e filmes, Chico Buarque fez sucesso com várias canções-temas. Escreveu o livro “Benjamim”, que virou filme em 2003. Em 2009, o livro “Budapeste” virou filme e contou com a presença do escritor.
No teatro, o músico e escritor se destacou na autoria de músicas para as peças “Morte e vida Severina” e “Os Saltimbancos”. Também se destacou como escritor das peças “Calabar: o Elogio da Traição”, “Roda Viva”, “Ópera do Malandro” e “Gota D’água”.

 

Discografia

([ant. 1970]) Chico Buarque • RGE • Compacto simples
([ant. 1970]) Chico Buarque de Hollanda • RGE • Compacto simples
([ant. 1970]) Chico Buarque de Hollanda - Odete Lara e MPB-4 • RGE • Compacto simples
(2012) Na carreira (Chico Buarque) – Biscoito Fino – CD duplo
(2012) De todas as maneiras (Chico Buarque) – Universal Music - caixa
(2011) Chico (Chico Buarque) - Biscoito Fino - CD
(2010) Coleção Chico Buarque (Chico Buarque) – Abril Coleções - livros-CDs
(2010) MPB Especial – Chico Buarque (Chico Buarque) – Biscoito Fino – DVD
(2010) Chico Buarque por Benjamim Taubkin (Benjamim Taubkin) – tributo - Série Solo Lounge – MCD – CD
(2006) Uma palavra • EMI Brasil • DVD
(2006) O futebol • EMI Brasil • DVD
(2006) Romance • EMI Brasil • DVD
(2006) Carioca • Biscoito Fino • CD
(2005) Meu caro amigo • EMI Brasil • DVD
(2005) À flor da pele • EMI Brasil • DVD
(2005) Vai passar • EMI Brasil • DVD
(2005) Anos dourados • EMI Brasil • DVD
(2005) Estação derradeira • EMI Brasil • DVD
(2005) Bastidores • EMI Brasil • DVD
(2002) Duetos • BMG Brasil • CD
(2001) Cambaio.Trilha sonora da peça. Músicas de Chico Buarque e Edu Lobo • BMG Brasil • CD
(2001) Construção • Universal Music
(2000) Chico Buarque e as cidades • DVD
(1999) Chico Buarque ao vivo • BMG
(1999) Songbook Chico Buarque • CD
(1998) As cidades • BMG • CD
(1997) Terra • CD
(1997) Chico Buarque de Mangueira 1998 • CD
(1997) Álbum de teatro • CD
(1995) Uma palavra • CD
(1994) Chico Buarque: 50 anos • PolyGram • CD
(1993) Paratodos • RCA/BMG • LP
(1990) Chico Buarque ao vivo - Paris - Le Zenith • RCA • LP
(1989) Chico Buarque • RCA Victor/BMG • LP
(1988) Dança da meia-lua. Trilha sonora do Ballet Guaíra. Chico Buarque e Edu Lobo • LP
(1988) Chico Buarque • Kuarup Discos • LP
(1987) Francisco • RCA Victor/Ariola • LP
(1987) Francisco • RCA Victor/Ariola • LP
(1986) Melhores momentos de Chico & Caetano • Som Livre/Sigma • LP
(1986) Chico Buarque - 20 anos de sucessos • [Polygram] • LP
(1985) Malandro • Barclay
(1985) Ópera do Malandro • Polygram/Barclay • LP
(1985) O corsário do rei. Trilha sonora do musical. Chico Buarque e Edu Lobo • LP
(1984) Chico Buarque • Polygram
(1984) Pablo Milanês ao vivo no Brasil • Barclay • LP
(1984) Chico Buarque • Barclay • LP
(1983) O grande circo místico • Som Livre • LP
(1983) Para viver um grande amor • LP
(1982) Saltibancos & Trapalhões • Ariola • LP
(1982) Chico Buarque • LP
(1982) Chico Buarque en español • Philips • LP
(1981) Almanaque - De Chico Buarque para amigos • Ariola • LP
(1981) Almanaque • Polygram/ Ariola • LP
(1981) Um operário em construção • Polygram/Philips • LP
(1980) Vida • Philips/Polygram • LP
(1980) Show de 1º de Maio • Compacto simples
(1979) O melhor de Chico Buarque de Hollanda • Gala • LP
(1979) Ópera do Malandro • Philips • Compacto simples
(1979) Ópera do Malandro • Polygram/Philips • LP
(1978) Chico Buarque • Philips/Polygram • LP
(1978) A grande música de Chico Buarque • LP
(1977) Chico Buarque de Hollanda • RGE • LP
(1977) Os saltimbancos • Philips
(1977) Os melhores momentos de Gota d' àgua • RCA Victor • LP
(1977) Chico Buarque e Milton Nascimento • Phonogram/Philips • Compacto simples
(1977) Morte e vida Severina • Discos Marcus Pereira • LP
(1976) Chico Buarque • Abril Cultural • 33/10 pol.
(1976) Meus caros amigos • Phonogram • LP
(1975) Chico Buarque e Maria Betânia • Philips • LP
(1975) Arte de Chico Buarque • Fontana • LP
(1974) Sinal fechado • Philips • LP
(1973) "Chicocanta - Calabar, o elogio da traição" • Philips • LP
(1972) Quando o carnaval chegar • PHILIPS • LP
(1972) Caetano e Chico juntos e ao vivo • PHILIPS • LP
(1971) Construção • PHILIPS/Phonogram • LP
(1971) Chico Buarque de Hollanda • Elenco • LP
(1970) Grandes sucessos de Chico Buarque - Volume 2 • Premier • LP
(1970) Chico Buarque de Hollanda • Odeon/Philips • Compacto simples
(1970) Chico Buarque de Hollanda Nº 4 • Philips • LP
(1970) Chico Buarque • Abril Cultural • 33/10 pol.
(1970) Apesar de você • Compacto simples
(1969) Umas e outras • Compacto simples
(1969) Grandes sucessos de Chico Buarque • RGE • LP
(1968) Chico Buarque de Hollanda • Phonogram/Philips • Compacto simples
(1968) Chico Buarque de Hollanda - Volume 3 • RGE • LP
(1968) Chico Buarque de Hollanda na Itália • RGE • LP
(1967) Chico Buarque de Hollanda vol. 2 • RGE
(1967) Tão bom que foi Natal • Compacto simples
(1967) Chico Buarque de Hollanda • RGE • Compacto simples
(1967) Chico Buarque de Hollanda • RCA/RGE • Compacto simples
(1967) Chico Buarque de Hollanda • RGE • Compacto simples
(1967) Chico Buarque de Hollanda • RGE • Compacto simples
(1967) Chico Buarque de Hollanda - Vol. 2 • RGE • LP
(1966) Chico Buarque de Hollanda • RGE • LP
(1966) Morte e vida Severina • Cáritas • Compacto simples
(1966) Morte e vida Severina • Philips • LP
(1966) Morte e vida Severina • Cáritas • Compacto simples

 

 

Além de cantor e compositor, Chico também é escritor e dramaturgo. Foi vencedor do Prêmio Jabuti três vezes: a primeira, em 1992, com o romance Estorvo; a segunda, em 2004, com Budapeste; e a última, em 2009, com Leite Derramado. Escreveu, ainda, para o público infantil, como na peça musicada Os Saltimbancos e no livro-poema Chapeuzinho Amarelo.

Literatura

Ainda adolescente, publica suas primeiras crônicas no Verbâmidas, jornal do Colégio Santa Cruz.
Em 1966 publica em O Estado de S.Paulo o conto Ulisses, incorporado depois no primeiro livro chamado A banda que trazia os manuscritos das primeiras canções.
Em 1974 sai a novela pecuária Fazenda Modelo. Em 1979 é editado Chapeuzinho amarelo e em 1981 A bordo do Rui Barbosa, poema da década de 60 ilustrado por Vallandro Keating.

A partir do início dos anos 80 Chico tem alternado a produção musical com a literária: Estorvo (1991), Benjamim (1995), Budapeste (2003).
Em 2009 lança o quarto romance da nova fase, Leite derramado


Pesquisa em fontes diversas

 

     

 

A mulher de cada porto
Cálice
Carolina
Futuros amantes
Gente humilde
Iolanda
O meu amor
Samba do grande amor
Tanto mar
Teresinha
Trocando em miúdos
Vai passar
Valsinha
Parabéns, Chico Buarque/Eugénio de Sá
Sem fantasia
Quem te viu, quem te vê

 

     

 

 

 

 

Wav: Construção - Chico Buarque
Editado pela Coordenação Cultural do Grupo Alma_ArtePoesia
Graça Ribeiro & Nídia Vargas Potsch