Vivendo a Poesia
Luli Coutinho &
Humberto Rodrigues Neto
 
 
 
Tento expressar o que sinto nos meus versos
O pensamento lúcido; a forma do amor
Lúdico como o louvor dos arcanjos
Um idílio imaculado de torpor.
 
 
 
Vejo que expressas, com magoado sentimento
as vãs  lembranças que ainda guardas sobre mim,
porém se lembro os teus carinhos também tento
saber por que essa tua ausência dói assim.
 
 
 
Entender os desalentos e lamentos
Formando rimas que me elevam ao pensamento
Um doce percurso...Versos de encantamento!
Ao me iludir, das tristezas tento o esquecimento.
 
 
 
Mas não te lances, meu amor, ao esquecimento,
nem à tristeza que te aflige e desarvora,
pois quem te escreve talvez possa dar-te o alento
daquele afeto que em nós dois ainda mora.
 
 
 
Em meus versos, tresvario como em sonho!
Lanço-me a ti com a alma abençoada
Exalo cheiros eróticos como um imã de frescor
Entrego-te o aconchego deste corpo com ardor.
 
 
 
Se, como dizes, sentes vivos tais anseios,
e essa tua mente ainda se entrega a tresvarios,
também me sinto, ao ler aqui teus devaneios,
pleno de anseios e indomáveis arrepios!
 
 
 
Simulo o envolvimento do amor imaginário
Criando cenas com imagens do extraordinário
Envolvendo-me de encantos, então crio a poesia.
Devaneios de um amor, numa escura noite fria.
 
 
 
Não dês à mente o imaginário amor falaz,
mas  rima em mim as tuas secretas fantasias;
na chama intensa deste amor não mais  terás
nem dias escuros, nem tampouco noites frias!
 
 
 
 
 
São Paulo - SP
05/06/10
 
 
 
 
 
 
 
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