Convite ao Amor

Luli Coutinho

 

 

Tão longe os nós de nós

Longos caminhos sem voltas

Pousando em nossa memória

Histórias vertidas às vozes gastas

 

Embriaguei-me de amor

Quero teu vinho em minha flor!

Vermelhos vivos, paixão em ardor!

Relembrar aquelas canções antigas

 

Hoje, tão apagadas de luzes,

Turvas a me levar ao abismo da dor

Tão só e despovoada de amor

A um céu encoberto de nuvens sem cor

 

Entonteça-me de beijos e ardis

Quero teu corpo de suores febris

Tuas manhas e sanhas em bis

Como um dia de festa outrora quis

 

Minha pele, de carícias, deserta,

Entregue as tuas mãos de malícias

Quer arder no jardim do teu corpo

Recordar e devanear amores todos

 

Vem, meu amor! Sou toda, delícias!

Entre pássaros e flores cantarei a lua

Minha boca se mostrará somente tua

 

Conduz-me aonde quiseres

Te pago em cantigas, arco-íris, vida!

Sou festa!

Sou tua, teu sonho, sou alma,

Entrega nua!

 

 

06/07/10

São Paulo – SP

 

 
 
 

VERSO VINDA

«Entrega nua!»,

in “Convite ao Amor”

de Luli Coutinho

 

o tempo não passa

quando tu chegas,

nada já me massa

é mossa ou chagas

 

és a nossa poesia,

pois me descubro

em nós e fantasia

de prazer a cubro

 

numa leitura vária

de coisas diversas

toda a razão varia,

a realidade versas


24-07-2011

Francisco Coimbra

Açores - Portugal

 

 

 
 
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