Soneto do Amor

Luli Coutinho

 
Queria tê-lo bem perto!
Às nuvens deitar-me serenamente
Saciar meu desejo, já permanente
De um delírio de amor, por ti...o eleito.


Os suspiros soados de quando me deito
E teu cheiro impregnado em minha mente
Sozinha neste silêncio tristemente
Entrego-me aos suores deste rude leito.


Nestas noites e quando o sono desperto
Procuro teu rastro e por não tê-lo, livremente
Te tenho nos sonhos novamente.


Sentindo-te tão longe do peito!
A espera do prazer que me consente
Ao mistério deste amor onipotente.


  
18/05/05

 

 

 

Este Amor Familiar

 

Francisco Coimbra

 

eu nunca procurei o amor,

é ele sempre quem aparece

sem nunca reclamar autor,

apenas sinto paixão, parece

 

o verdadeiro amor eu digo

ser feito pela nossa amizade

que consigo porque contigo

a palavra amor é sem idade

 

dele nunca fiz uma emenda

nem pior ou melhor soneto

ao trilhar vida nesta senda

 

onde do amor que prometo

tenho este viver de prenda,

nosso pai, filho e será neto?

 

 

  

 

Publicado no Recanto das Letras em 18/05/2005

Mid: Celine Dion -The power of the dream

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