VENHO-ME DIZER ESCRITO
ejaculo a voz da fala em si

leio-te
a carne do poema
sinto-a e espremo-a pulsante

sangue e músculos sinto-os
do teu corpo em minha mão agora
enquanto acompanho
meus versos de teus versos

lê a tua imaginação
e da imagem deixa a poesia
beijar teus dedos

introduzindo a mão na boca
sentindo os teus lábios quentes
macios e cortantes como os dentes
lisos e frescos no calor do verbo

onde levo na língua
à tua boca e todo o corpo
o sentir de imagens imaginação

e já quase não é necessário
escrever o dizer a fazer-se escrito
onde verso no teu rosto este meu rasto


FranciscoCoimbra
Ponta Delgada - Açores
Portugal






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