Pranto ao Desamor
Luli Coutinho
 
Eis que a vida apresenta-me cruéis dores
Tantos jardins de insônia inacabados
Um barco num mar naufragado
Numa miragem de falsos amores
 
Já não vejo minhas sombras
Despedaçam-se no chão dos dissabores
O silêncio abre asas ao infinito das cores
Num refúgio aos braços das estrelas
 
Esforço-me ao poder ver o azul das almas
Mas, só uma orquestra de falsos instrumentos
Plagia desafinadas melodias em lamentos
As mesmas que nos sufocam dia a dia
 
A inspiração da poeta geme de dor!
Sufocada na doença dos mortais sem amor
Aos inquietantes caminhos sem destino
Enroscada a teia de um porto sem tino
 
 
23/03/11
São Paulo - SP
LuliCoutinho
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T2866097
 

 
 
 
 
 

 
 
 
 
 

 

 

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