Outono Abissal
 
Luli Coutinho
 
 
Quando o outono desfaz quimeras
Rastejando folhas secas ao chão
Eis que horas caem pesadas
Desidratam o coração da ilusão
 
Às duras queixas que o vento desfolha
Vislumbra um céu de ouro avermelhado
Que o vento frio que te açoita agora
Confunde-se a rubra rosa do pecado
 
Recluso minhas pálpebras de areia
Velo meu rosto, águas perdidas de sal
Urdida aos ermos caminhos dessa teia
Omito meus beijos de um sonho abissal
 
São Paulo - SP
LuliCoutinho
Publicado no Recanto das Letras
Código do texto: T2212947
 
 
 
 
 
 
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