Teu domínio
Watfa
 
 
 

Esse fascínio que derramas sobre mim,

cobrindo-me inteira, qual segunda pele,

queima meu corpo, incendiando assim

´alma dorida, que ainda não te repele.

 

Teus atos são conscientes, tu o sabes.

Apraz-te curvar-me ao teu bel prazer.

Entendas que talvez chama se apague,

que a repulsa surja; ódio venha nascer.

 

Teu domínio imiscuiu-se nos tecidos;

dureza de pedra não se tornou ainda.

Viscoso sangue dilui com seus ruidos,

na tentativa que o sofrimento finda.

 

Nas minúsculas entranhas do meu ser,

nos recônditos, dos mais escondidos,

talvez haja resquícios de bem querer

à mim! Orgulho, reserva de pruridos.

 

Atentes pois às tuas inconseqüencias…

Revejas os insanos atos, tão amargos.

Se hoje me cativas em subserviência,

a repugnância há de causar estragos.

  
 
 
 
  
 

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