Asas Brancas


 

Eu sei da angústia e do mundo dos  delírios
Do lamento que despe a máquina de branco
Quando registra a solidão dobrada ao meio

Sei também que não existe o tempo perdido
O silêncio tem a voz aguda para quem sente
O destino refletido na sombra de um espelho

No íntimo somos crianças buscando um colo
Um amor que cuide da nossa noite sem medo
Ande ao nosso lado sem ferir a face do sonho

Sei ainda que existem mil formas de viver a vida
Uma delas é encontrar beleza na flor do asfalto
Que veste a ternura de um poema de Drummond

Ninguém é uno porque somos divididos em nós
No encontro das vertentes nas serras e no desvio
Bebendo a água no revés da correnteza de um rio

Não há desvario no olhar que quer unir lua e sol
Ainda assim persiste a vontade de reter a infância
Para não se perder como quem se partiu no adeus

Há várias maneiras de se sentir querido e amado
Uma é  permitir que o outro se aproxime sem culpa
E encontre amor na  música que extrapola o vazio

E o amor quando toca é porque está desvendando
Todo o potencial que a poesia permite aos loucos
Que se vêem livres nas asas brancas de um verso

Graça Ribeiro 

 

 

 

Beijos......

Lucia Di Pietro

 

Créditos,

Top Everthing Happens  For A Reason de Adilia Arts Formats

Tube Ivo

Grafico Google

Arte e formatação,

Lucia Di Pietro

 

 

 

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